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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Escola na Alemanha usa caes para ajudar alunos

Cadela 'Paula' participa de aula em escola na Alemanha. (Foto: Daniel Roland/AFP)


Cães são usados para ajudar alunos a melhorar seu desempenho. (Foto: Daniel Roland/AFP)


CÃO APARECE DEPOIS DE 8 ANOS PERDIDO

Um pastor alemão reapareceu quase oito anos depois de ter desaparecido em Boiling Springs, no estado da Carolina do Norte (EUA). O casal Elsie e Calvin Dixon ficou surpreso quando uma agência de controle de animais ligou para avisar que o cão tinha sido encontrado.

"Nós pensávamos que ele estava morto", disse  Calvin ao jornal "Shelby Star". Os agentes da agência chegaram até o casal, porque o cão chamado "Nero" tinha um microchip de identificação. O casal havia recebido o pastor alemão de presente do genro.

Barbado da Terceira



HISTORIA:

A história do Barbado da Terceira começa com a descoberta dos Açores. Com o povoamento das ilhas, surgiu a necessidade de se introduzir gado para a alimentação dos colonos. É a partir deste momento, por volta do século XV, que o Barbado da Terceira começa a desenvolver-se. Vários cães foram introduzidos na ilha para acompanhar, conduzir e recolher o gado. Com a adaptação ao clima, humidade alta e chuvas frequentes, o Barbado começou a desenvolver uma aparência única que aliadas ao seu temperamento característico, fizeram dele o cão de eleição de muitos açoreanos. Sendo os Açores um ponto obrigatório de paragem no meio de Atlântico, outras raças de cães pertencentes a navegadores influenciaram também o Barbado da Terceira. O isolamento das ilhas contribuiu de forma decisiva para a fixação de características da raça.

O interesse pela raça surgiu por volta de 1970, quando a criação destes cães passou a ser assumida pelos população local. Uma década mais tarde, os cães eram já comercializados. Contudo só em 1994, se realizou a primeira tentativa de levantamento do número de exemplares da raça na região, mas as limitações da iniciativa ditaram resultados sem grande precisão. Foram precisos 2 anos para que se realizasse um novo estudo, desta vez com recurso a métodos científicos. O trabalho orientado por Dr. Deocleciano Silva foi o ponto de partida para o estudo da raça. Vários estudantes da Universidade dos Açores abraçaram a causa, realizando vários trabalhos sobre o assunto.

Com a criação da Associação Açoriana de Criadores do Cão Barbado da Terceira, novas pesquisas foram feitas, na tentativa de encontrar as características homogéneas na raça e determinar o número de Barbados existentes nos Açores. Com a contabilização apurou-se que existiam 80 animais, exemplares que foram estudados geneticamente. O trabalho do Prof. Dr. Artur Machado permitiu sustentar a ideia de que aquele conjunto de cães formava efectivamente uma raça.

Em 2004, o Clube Português de Canicultura aprovou o estalão provisório do Cão Barbado da Terceira, tornando este cão na 10ª raça portuguesa, a segunda açoreana (Cão de Fila de S. Miguel). Criaram-se assim condições para se lançar o primeiro concurso da raça que se veio a realizar no ano seguinte.

Hoje em dia, o Barbado da Terceira é um condutor de gado, mas também um cão de guarda e sobretudo companhia. É uma raça em crescimento em Portugal, mas ainda pouco divulgada internacionalmente.

TEMPERAMENTO:

O Barbado da Terceira é um cão afável com a sua família. Companheiro e fiel gosta de estar com o dono. É alegre e meigo.

É um bom cão de guarda, por isso desconfia de estranhos.

Inteligente e voluntarioso, o Barbado é um animal fácil de ensinar.

Gosta de ter um trabalho, necessitando de exercício regular. Vive bem tanto dentro como fora de casa. 

APARENCIA GERAL:

O Barbado da Terceira deve o seu nome não só ao local onde é originário, Açores, mas também às abundantes camadas de pêlo que lhe compõem a barba.

É um cão de aspecto rústico, com um atractivo pêlo comprido que esconde um corpo forte e musculado. Os machos têm entre 52 a 58 cm e 25 a 30 kg. As fêmeas medem 48 a 54 cm e pesam 21 a 26 kg.

Com uma cabeça de tamanho médio e um stop pronunciado, o Barbado da Terceira tem um olhar meigo e vivo. Os olhos de tamanho médio devem ser castanhos escuros, sendo o mel a tonalidade mais clara admitida. As orelhas têm o formato triangular e são de tamanho mediano. De inserção alta, são quebradas, dobrando para a frente.

O corpo é sólido, com uma linha superior horizontal e um peito largo e profundo. Os membros são fortes com uma ossatura larga desenhados para permitirem bom alcance da passada e uma corrida rápida. A cauda é de inserção relativamente baixa, encurvando na ponta quando relaxada.

O pêlo é comprido, forte e ligeiramente ondulado. O Barbado tem também uma espessa camada de subpêlo que o protege das condições climatéricas adversas. Como cão de trabalho, é permitida a tosquia uniforme que também poderá ser apresentada em exposições.

A pelagem do Barbado da Terceira pode ser amarela, cinzenta, preta, fulva ou lobeira. Admitem-se manchas brancas no peito, barriga e ponta da cauda.

Dachshund ou Baixote



HISTORIA:

Baixote é o nome português do Dachshund, nome original da raça alemã, ou Teckel, como lhe chamam os ingleses. Popularmente, o Baixote é conhecido como Salsicha, devido ao comprimento do corpo e talvez cor da pelagem.

A linha evolutiva do Baixote consegue ser traçada até ao século XVIII, na Alemanha, quando surge pela primeira vez a palavra “Dachshund”. Em alemão, o nome da raça significa literalmente, “cão texugo”, devido ao papel que desempenhava na caça. Contudo esta designação era aplicada a todos os cães utilizados na caça de texugos.

Nesta altura havia já dois tipos de Dachshund: um mais alto, utilizado na caça a texugos e outro mais baixo, utilizado na caça a coelhos. Terá sido a partir da segunda variante que o Baixote terá evoluído.

Mas estudos mais recentes atiram o nascimento da raça para tempos mais longínquos. Pinturas da altura do Antigo Egipto representam já cães de pernas curtas e corpo longo. Foi mesmo encontrada a múmia de um destes cães que se assemelha bastante ao Dachshund. Partes de um esqueleto de um cão semelhante ao Baixote foram recuperadas entre os destroços de um navio naufragado, ao largo da Itália, que data do século I a.C.

No século XVIII, a raça era já popular entre as mais importantes Casas europeias.  Entre os maiores entusiastas desta raça estão o Príncipe Alberto e a Rainha Vitória de Inglaterra.

Em 1879, foi redigido na Alemanha o estalão da raça, sendo reconhecida oficialmente no país.

Após ter sido um sucesso, quando introduzida nos Estados unidos da América, o Baixote perdeu a popularidade conquistada nos dois lados do Atlântico devido à rivalidade que surgiu entre os diversos países na Primeira Guerra Mundial.

Mas a vivacidade e aspecto único do Baixote fizeram com que recuperasse a popularidade mundial. Na Alemanha este cão ainda é utilizado na caça, para desalojar as lebres, as raposas e os texugos das suas tocas. Nos outros países, tornou-se um cão caseiro muito na moda, principalmente em França e nos Estados Unidos da América. É um companheiro inteligente, vivo e muito agradável. Esta raça pode ser também denominada de Zwergteckel.

TEMPERAMENTO:

O Baixote é um cão que conquista pela sua aparência, mas também pela sua personalidade. É um cão vivo e brincalhão, ao ponto de ser cómico.

Como cão utilizado na caça, é corajoso, orgulhoso e tenaz. Gosta de ladrar, hábito que usava para  chamar o caçador ou repelir a presa da sua toca. A sua voz é surpreendentemente alta para um cão do seu tamanho.

Teimoso, não é fácil treiná-lo. São contudo afectuosos e protectores. Geralmente tornam-se mais próximos de uma pessoa na família e podem desenvolver ciúmes em relação a crianças, outros animais ou pessoas. Dão bons cães de alerta, ladrando a estranhos.

São cães aconselháveis apenas a crianças mais velhas que saibam respeitar os limites do cão e tenham consciência da fragilidade das costas do animal. O Baixote não deve ser pegado ao colo por qualquer pessoa. O peso da coluna deve ser sempre suportado por completo.

O Baixote dá-se bem com outros cães, mas não aceita tão bem outros animais. Pode tolerá-los se habituado desde pequeno.

O Baixote é o cão ideal para apartamento. Activo dentro de casa, não necessita de um espaço exterior. Como escavadores compulsivos, deve ser mantido em espaços devidamente cercados. Os Baixotes são peritos em escavar buracos debaixo das vedações.

DESCRIÇÃO:

Esta raça contempla duas categorias : o Teckel padrão e o miniatura. Dentro de cada uma dessas categorias, apresenta-se em três variedades de pêlo: curto, comprido e duro (arame). A miniatura de pêlo macio tem pelagem curta, densa e lisa; a de pêlo comprido apresenta alguns franjados; a de pêlo de arame tem uma pelagem cerdosa por todo o corpo.

EXERCICIO:

Não deve ser permitido a cães desta raça saltar ou subir e descer escadas. O corpo alongado exerce bastante pressão sobre a coluna, que é frágil e pode sofrer danos com alguma facilidade. Este é aliás um dos problemas mais comuns na raça e caso ocorra, pode causar a paralisia do cão e exigir uma intervenção cirúrgica. Sendo cães alegres, os Baixotes gostam de saltar, hábito que deve assim ser desencorajado desde cedo.

O Dachshund é um cão enérgico e vivo. Como cão originalmente utilizado na caça, o Baixote gosta de seguir cheiros e escavar. Estes cães só devem ser soltos em zonas devidamente cercadas, porque distraem-se enquanto exploram e perdem-se facilmente.

Andar e correr são os exercícios ideias para esta raça. Dois longos passeios diários são suficientes para manter o cão em forma. O exercício nesta raça não deve ser negligenciado, devido à tendência que têm para engordar e as consequências que isso trás para a coluna do animal.

SAUDE E HIGIENE:

Devido à longa coluna com pouco suporte, os problemas na coluna são uma preocupação para os donos. O risco de desenvolvimento de problemas agrava-se com a obesidade, que aumenta a pressão exercida no dorso do animal.

Outras preocupações são: epilepsia, problemas cardíacos e de pele.

O Baixote larga pêlo moderadamente. A escovagem deve ser semanal, para remover os pêlos mortos e a sujidade.

CURIOSIDADES:

O Dachshund é um dos cães mais emblemáticos da Alemanha. Foi inclusivamente escolhido para ser a mascote dos Jogos Olímpicos 1972 que se realizaram no país.

William Randolf Hearst, o magnata da imprensa norte-americana, era um admirador de Baixotes. A determinada altura chegou a possuir mais de 70 animais no seu castelo em San Simeon.

Também alguns dos maiores artistas foram seduzidos pelo Baixote: Pablo Picasso tinha um cão desta raça e Andy Warhol tinha dois, Archie e Amos, que representava frequentemente.

Azawakh



HISTORIA:


Criados pelos Tuaregues, Fulas e vários outros nômades do deserto do Saara e do Sahel nos países Mali, Níger e Burkina Faso, a raça é utilizada lá como cão de guarda e na caça à gazela e à lebre alcançando a velocidade aproximada de 64 quilômetros por hora. Os Tuaregues historicamente têm sido muito duros com eles e não lhes dedicam muita atenção, o que acentuou na raça as características de robustez e independência. Diferentemente de outros lébreis afro-asiáticos ele atua em grupos para caçar. No papel de cão de guarda, se um azawakh pressente algum perigo ele late para alertar os outros membros do grupo e se reúnem sob a liderança do cão líder, então afugentam ou atacam o predador. O Sloughi, em comparação, atua de forma mais independente, é um caçador solitário e tem um elevado instinto de caça.
Eles não são muito comuns na Europa e América do Norte, mas possuem um crescente número de admiradores. Estima-se que existam menos de 200 azawakhs na América do Norte. Seu temperamento é muito felino e, portanto, não é um bom animal de estimação para a maioria dos proprietários. No entanto, quando socializados e bem treinados, eles podem relacionar-se bem com outros cães, gatos, crianças e estranhos. A raça ainda não é registrada no Canadian Kennel Club ou American Kennel Club (mas é registrada na Fundação Stock Service do AKC), é registrado no United Kennel Club, American Rare Breed Association e outros.


CARACTERISTICAS:


Particularmente pernalta e elegante, o lébrel azawakh confere a impressão geral extremamente refinada. Sua ossatura e musculatura são reveladas através da fina e magra pele. Esse lébrel se apresenta como um cão raçudo cujo contorno do tronco está inserido num retângulo com o lado maior na vertical.
A raça nativa pesa de 15 a 25 quilos; sua altura é de 60 a 74 centímetros. O pêlo é muito curto e quase ausente na barriga. A sua estrutura óssea aparece claramente através da pele e da musculatura. Seus músculos são bem planos, ao contrário do Galgo Inglês, e nesta característica ele se aproxima do Saluki.
As cores permitidas pelo padrão de raça FCI são: fulva com manchinhas limitadas às extremidades. Todas as nuanças são admitidas, da zibelina clara à fulva escura. A cabeça pode ou não ter uma máscara preta e uma linha é muito inconstante. A pelagem tem uma mancha branca no peito e um pincel branco na ponta da cauda. Cada uma das quatro patas tem que ter compulsoriamente uma "meia" branca, no mínimo, em sombra de traço nas patas. O tigrado em preto é aceito.
Incomum para uma raça grande, os azawakhs não têm conhecidas predisposições para doenças genéticas (como a displasia da anca).
Os azawakhs precisam ser bem socializados desde a mais tenra idade e devem ser colocados frente a novas situações.
Eles são uma combinação de um corredor de grande arranque (embora nem sempre tão rápidos como um Greyhound) com um de longa distância (como o Saluki). Portanto, eles precisam de um nível bem elevado de exercícios regulares e deveriam executar corridas em grandes áreas fechadas para atingir o seu vigor físico.


TEMPERAMENTO:


Veloz, alerta, distante, reservado com estranhos e podendo até ser de difícil aproximação, mas pode ser gentil e afetuoso com aqueles que ele está disposto a aceitar. Ele consegue equilibrar um vínculo estreito com o seu dono com uma forte, quase independência felina. Não são agressivos, a mesmo que se sintam ameaçados. Eles são também muito animados.
Os azawakhs têm a capacidade única de reconhecer outros azawakhs pela visão, e se relacionam naturalmente com membros da sua própria raça.