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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

American Staffordshire Terrier



HISTORIA:

O American Staffordshire Terrier foi desenvolvido nos Estados Unidos da América e partilha a mesma ascendência com o Staffordshire Bull Terrier. As duas raças resultam do cruzamento do Bulldog antigo com os Terrier ingleses. Na origem do desenvolvimento destas raças, os ingleses procuravam combinar a tenacidade dos bulldogs antigos com a agilidade e energia dos terriers. O objectivo era tornar os cães cada vez mais aptos para enfrentar touros, desporto que consistia no combate entre cão e touro.

Mas depressa os apostadores se aperceberam da intolerância desta raça em relação a outros cães, da devoção ao dono e da força da sua mandíbula. Esta combinação lançou o American Staffordshire Terrier e o parente britânico para as arenas de lutas de cães, um local de onde teriam muita dificuldade em sair. As lutas não só seriam responsáveis pela morte de muitos exemplares, mas também deixariam marcas negativas profundas na opinião da sociedade sobre estes cães. Marcas essas que não conseguiram ser evitadas nem mesmo com a proibição da lutas na década de 30 do século XIX.

O American Staffordshire Terrier como raça, inicia o seu processo de autonomização quando os Norte-americanos  começam preferir os cães mais altos e robustos para criação.

A proibição das lutas entre cães não teve as consequências desejadas, uma vez que se continuaram a realizar na clandestinidade. Foi preciso um século, para que o American Staffordshire Terrier surgisse pela primeira vez em exposições. Em 1936, o American Staffordshire Terrier foi reconhecido como uma raça autónoma do Staffordshire Bull Terrier.

Se por um lado a intolerância destes cães em relação a outros animais lhes valeu fama entre os entusiastas das lutas, por outro lado, a devoção cega ao dono e a dedicação à família fizeram dele um animal de estimação popular.

TEMPERAMENTO

Independente, teimoso, mas seguro de si, o American Staffordshire Terrier exige um dono equilibrado e doce. É protector da família, por quem tem uma grande estima e tenta a todo o custo agradar. Alegre, o American Staffordshire Terrier está  sempre disposto a brincar.

O American Staffordshire Terrier gosta de ser o único cão da casa e pode reagir com violência perante outros cães. Aprecia a companhia do dono e não gosta de ser deixado sozinho. Apesar de ser resistente, o facto de ser muito dependente da sua família torna indispensável que seja um cão de interior. Necessita de uma boa dose de exercício.

São cães relativamente fáceis de treinar, sobretudo devido à sua ânsia em agradar ao dono, o que por vezes pode ser mal aproveitado pelos humanos.
DESCRIÇÃO

O American Staffordshire Terrier é um cão que deve transmitir força, mas também agilidade. Robusto, o amstaff, como também é conhecido, deve ter as pernas curtas e o tronco largo. As fêmeas têm entre 43 e 46 cm e os machos entre 46 e 48 cm. Os limites de peso são meramente indicativos, uma vez que o estalão da raça não prevê nenhum enquadramento face aos quilos do animal.

A cabeça e o pescoço devem ser largos e o peito é profundo. O é stop pronunciado, o nariz é preto e os olhos são escuros. As orelhas são preferencialmente não cortadas.

A cauda não deve ser cortada, sendo curta em relação ao tamanho do exemplar. Deve ser direita e a afunilar.

A pelagem deve ser rente, áspera, mas brilhante. Qualquer cor é admitida, mas desaconselham-se mais do que 80% branco, branco e amarelo ou cor de fígado.

American Staffordshire Terrier vs American Pit Bull Terrier

O American Staffordshire Terrier e o American Pit Bull Terrier são uma única raça registada sob o nome American Staffordshire Terrier. O American Pit Bull Terrier  não é reconhecido como raça independente por nenhum dos grandes clubes internacionais, sendo o United Kennel Club, clube norte-americano, o único a aceitar o seu estalão.
SAUDE E HIGIENE

A manutenção da pelagem não exige grandes esforços: uma escovagem ocasional serve mais para limpar a sujidade do que para pentear.
Algumas das doenças que mais frequentemente surgem associadas ao American Staffordshire Terrier são displasia e problemas cardíacos

terça-feira, 14 de setembro de 2010

American Pit Bull Terrier



HISTÓRIA DA RAÇA:

Entre os grandes Clubes de raças caninas, apenas o United Kennek Club (o segundo grande clube norte-americano, sendo o ACK o primeiro a ser criado) reconhece esta raça. Não fugindo à regra, em Portugal o APBT não é reconhecida pelo Clube Português de Canicultura. Nos Estados Unidos da América, muitos destes cães possuem um duplo registo: no UKC estão registados como American Pit Bull Terrier e no ACK como American Staffordshire Terrier.

Torna-se assim difícil de falar na raça American Pit Bull Terrier, apesar de o UKC ter já definido um standard em 2004, que é contudo apenas reconhecido dentro do clube .

O American Pit Bull Terrier está associado ao estigma de ataques violentos, estando proibido de entrar em diversos países como o Canadá e a Suécia. Um dos seus parentes próximos, o American Staffordshire Terrier, faz parte das listas de cães potencialmente perigosos em vários países, incluindo Portugal.

Tendo resultado de cruzamentos entre as várias raças livremente denominadas de pits, o American Pit Bull Terrier, assemelha-se ao Staffordshire Bull Terrier, sendo mais alto e mais pesado.

Inicialmente foi criado para entrar em lutas de cães, mas hoje em dia desempenha também o papel de animal de companhia. A proibição das lutas de cães não tirou estes animais dos rings. Mesmo realizadas de forma clandestina, as lutas existem, sendo esta raça é uma das principais eleitas para os combates.
TEMPERAMENTO:

O Pit Bull, por instinto, é um cão dócil para os seres humanos, no entanto, tem um baixo nível de tolerância em relação a outros cães devido á sua história e ao motivo para que foram criados. Como qualquer outro cão, o Pit Bull pode ser agressivo, se ensinado e incentivado a isso. Se for um cão bem educado, é um óptimo cão de família e pode servir para diversas funções, como cão de busca e salvamento, cão policia, cão de terapia com pessoas com deficiências, entre muitas outras. Mas se há coisa para que o APBT não serve, é para cão de guarda, devido á sua forte ligação ao ser humano.

O Pit Bull é um cão dominante. Necessita de um dono capaz de impor a sua liderança de forma positiva. Por esta razão, não é um cão aconselhado a donos inexperientes.
SAÚDE E HIGIENE:

O American Pit Bull Terrier é uma raça relativamente saudável. Algumas doenças mais comuns são displasia da anca e problemas cardíacos. Também com alguma incidência encontramos cataratas e alergias.

O American Pit Bull Terrier não exige muitos cuidados ao nível da manutenção do pêlo. Atenção semanal com escovagens é suficiente para manter a pelagem limpa. O American Pit Bull Terrier larga muito pêlo.

APARÊNCIA:

O American Pit Bull Terrier é um cão que transmite ao primeiro olhar força, resistência e determinação.

O porte do American Pit Bull Terrier varia bastante conforme as linhagens: existem animais com 20 e outros com quase 50 kg, dependendo também da altura do animal em questão. A altura costuma situar-se entre os 40 e os 60 cm, dependendo da linhagem. As fêmeas têm tendência a ser mais pequenas e mais leves que os machos.

O American Pit Bull Terrier é um cão ágil, mas compacto, com pernas não longas e musculosas. A cabeça é de tamanho médio, com os músculos das bochechas bastante pronunciados. Os olhos podem ser de todas as cores, não sendo admitido o azul nem um olho de cada cor. O pescoço algo arqueado é pesado, sendo o dos machos maior do que o das fêmeas.

O peito é largo terminando em ombros musculados. As patas dianteiras estão posicionadas de forma a permitirem um amplo espaço para a projecção do peito. A cauda é curta, comparada com o resto do corpo e afunilada.

A pelagem é curta, dura, mas brilhante. Qualquer cor sólida é aceite, mas não é desejável exemplares completamente brancos, mais de 80% brancos, preto e bronze ou fígado. APBTs com a pelagem alecrim não são admitidos.

American Foxhound



HISTÓRIA DA RAÇA:

A história do American Foxhound começa com a história da América colonial. Quando os colonos começaram a emigrar para o Norte da América, levaram consigo as suas matilhas de cães, sobretudo de caça. Robert Brooke foi um deles que levou em 1650 a  sua matilha de Foxhound Ingleses.
George Washinton era um grande apreciador de caça e de cães e tinha alguns exemplares da criação de Robert Brook. Na tentativa de aperfeiçoar os seus cães, importou vários cães de caça ingleses, irlandeses, etc. Sabendo disso, em 1785, Lafayette ofereceu a George Washington exemplares franceses equivalentes ao Foxhound Inglês, o Grand Bleu de Gascogne. Os cães que resultaram destes cruzamentos foram alguns dos fundadores do American Foxhound.

O American Foxhound foi desenvolvido para caçar tanto uma raposa como um veado.

Ao longo do tempo foram desenvolvidas várias linhas do American Foxhound: Walker  (uma das primeiras linhas), Trigg (seleccionado sobretudo pela voz), July (apresenta inclusivamente uma conformação diferente da Walker), Goodman e Calhoun.

TEMPERAMENTO:

O American Foxhound é sobretudo um cão de caça, embora seja também mantido como cão de companhia. Bastante versátil, foi inicialmente seleccionado para caçar raposas, mas tornou-se um excelente caçador de caça grossa.

A sua voz é uma das características mais reconhecidas, pois atribuem-lhe um latido musical, comparado com os sinos de Moscovo. O American Foxhound é bastante rápido na perseguição de presas e é capaz de caçar sozinho ou integrado numa matilha.

Como cão de companhia, o American Foxhound é carinhoso e gentil. São uma boa opção para famílias, pois dão-se bem com crianças. Convivem pacificamente com outros cães, pois a raça foi seleccionada para trabalhar em matilha. Não é uma escolha segura para famílias com outros animais de estimação, gatos, coelhos, etc., devido ao seu apuradíssimo instinto de caça.

Tal como os restantes cães deste grupo, o American Foxhound não aprende facilmente as regras da casa e é por isso relativamente difícil de treinar. Distraem-se facilmente com cheiros e aromas captados pelo seu apurado nariz e ignoram os comandos do dono. É por isso preciso especial cuidado com esta raça: deve-se passeá-los sempre de trela, pois têm o hábito de fugir e perderem-se facilmente.

O American Foxhound não é indicado para a vida em apartamento. São cães bastante activos dentro de casa que se aborrecem facilmente, descarregando as energias com comportamentos destrutivos.

Apesar de terem uma voz melodiosa, estes hounds foram seleccionados para se fazerem ouvir e sua voz profunda viaja para longe, podendo ser fonte de problemas com os vizinhos.

O American Foxhound só deve ser deixado a viver no exterior, se tiver a companhia de outro cão. Estes animais preferem passar as noites junto da família e apesar de serem sobretudo cães de caça, não dispensam a mesma atenção que recebe um cão de companhia.

APARÊNCIA GERAL:

O American Foxhound é um cão de porte grande: as fêmeas têm entre 53 e 61 cm e os machos vão dos 56 aos 63,5 cm.

A cabeça do American Foxhound deve ser relativamente longa, com um stop moderadamente definido. A expressão terna deste cão é dada pelos olhos, largos, suaves e de castanha ou avelã. As orelhas são longas, relativamente largas e não conseguem ser erguidas.

Com um peito profundo, o corpo é moderadamente longo, musculoso e forte. A cauda tem uma inserção relativamente alta e é trazida de forma alegre, mas não se dobra sobre o dorso.

A pelagem é de comprimento médio e dura. Qualquer cor é aceite pelo estalão.

SAÚDE E HIGIENE:

O American Foxhound é uma raça bastante saudável, que vai escapando às doenças hereditárias que atingem outras raças, embora comecem a surgir alguns, poucos, casos de displasia da anca. Problemas oculares são talvez a maior preocupação nestes cães em termos de saúde.

O pêlo do American Foxhound não necessita de muitos cuidados. Escovagens semanais são suficientes para manter o pêlo em bom estado.

Alpine Dachsbracke ou Alpenländische Dachsbracke


O Alpine Daschsbracke é uma raça de cão do tipo "Hound" originária da Áustria.
Como todo "Hound", o Alpine Daschsbracke é um excelente farejador.
Trata-se de um cão de porte pequeno, que tem uma ligeira semelhança com o Basset, pelas pernas curtas e corpo alongado.
As cores mais comuns de sua pelagem são preta e marrom, seu peso varia de 15 a 18 kgs e seu tamanho de 34 a 42 cms da cernelha.

É um cão muito inteligente, e amigavel. Excelente para o convívio com crianças.

Alaskan Klee Kai, Klee Kai do Alaska ( o Husky miniatura)...




ORIGEM DA RAÇA:

O Alaskan Klee Kai foi desenvolvido por Linda S. Spurlin, Wasilla, Alaska, e por sua família para ser uma versão de tamanho reduzido do Husky Siberiano. A partir do começo da década de 70 até 1988, os Spurlins cuidadosamente selecionaram cães para determinar uma altura padrão, aparência e saúde.

Em 1988, tornaram o Alaskan Klee Kai para ser disponível para outras pessoas. Mrs. Spurlin procurou evitar problemas de saúde e temperamento no desenvolvimento da raça, embora isso significasse um crescimento muito devagar do número de Alaskan Klee Kai de modo que a raça ainda é extremamente rara.


Seu nome era originalmente "Klee Kai of Alaska" mas, em 1995, foi mudado para "Alaskan Klee Kai". Mrs. Spurlin criou o nome "Klee Kai". O Alaskan Klee Kai foi reconhecido pela United Kennel Club no 1º de Janeiro de 1997.
CARACTERISTICAS:

O Alaskan Klee Kai é uma versão pequena do Husky Siberiano com uma cabeça em forma de cunha caracterizando uma impressionante máscara na face, ouvidos aguçados e um pêlo duplo. O comprimento do corpo é ligeiramente maior que a altura. A cauda é curvada acima das costas ou para o lado quando o cachorro está alerta ou em movimento. A aparência do Alaskan Klee Kai reflete a herança da raça do Norte.

A mais distintiva característica do Alaskan Klee Kai é a máscara facial que pode ser claramente visível devido ao contraste de cores, sendo que a máscara cheia da face é muito desejável.

Variedade Toy: até 13 polegadas. (32.5cm)
Variedade Miniatura: de 13 polegadas a 15 polegadas. (32.5cm a 37.5cm)
Variedade Padrão: de 15 polegadas a 17 polegadas. (37.5cm a 42.5cm)

COMPORTAMENTO:

O Alaskan Klee Kai é muito curioso, ativo, rápido e ágil. Sua lealdade e atenção fazem do Alaskan Klee Kai um excelente cão de guarda apesar do seu pequeno tamanho. Enquanto é afetuoso com os membros da família, o Alaskan Klee Kai é reservado com os estranhos e em situações não–familiares.